Dia do Beijo relembra importância do carinho no cotidiano

Beijos de irmão, de amigo, de namorado, dos pais. Pode ser no rosto, na mão, no olho, ou em qualquer lugar. Afinal, todos os tipos de beijo são bem vindos, principalmente, neste domingo, dia 13 de abril, quando se comemora o Dia Internacional do Beijo. Símbolo de respeito, carinho, afeição e amor, o beijo é uma linguagem universal. Todo mundo entende que você só beija alguém que você gosta ou, no mínimo, simpatiza. Para a Dra. Karla Kalil, ginecologista, mastologista e especialista em sexualidade, o local do beijo pode ter muitos significados. “Para nós, o beijo nos lábios virou uma expressão típica do amor. Já na face é uma típica forma de saudação. Na testa e nas mãos expressa respeito filial ou gratidão. O beijo nos pés, pouco praticado atualmente, expressa respeitosa veneração”, diz.
Entre os povos árabes, por exemplo, trocar beijos na face é um cumprimento normal entre dois homens amigos. O beijo no rosto também é comum em países como Itália, França e Argentina, entre homens da mesma família e grandes amigos. O beijo na bochecha ou até na boca também é um cumprimento social habitual na Rússia. No Brasil, um, dois ou até três beijos no rosto – a depender da região em que se more – fazem parte de cumprimento normal quando se é apresentado a alguém informalmente. Tudo feito com a melhor das intenções, claro!
E se beijo é bom, beijo na boca é melhor ainda. Aqui no ocidente, é ele o responsável por expressar as paixões e as emoções de uma relação a dois. Embora, até hoje, ninguém tenha conseguido explicar por que as pessoas começaram a se beijar, está todo mundo cansado de saber que um bom beijo mexe profundamente com a maioria dos beijados (e de quem beija). “Tecnicamente, o beijo estimula todos os sentidos, sendo possível sentir simultaneamente o toque, o gosto e o cheiro de uma pessoa. Isso ocorre devido a liberação de neurotransmissores, como a dopamina e a feniletilamina pela hipófise (glândula situada na base do cérebro, responsável pela produção de importantes hormônios), responsáveis pelo bem estar e o relaxamento corporal de uma pessoa”, diz a sexóloga. Para o beijo na boca, Dra. Karla ainda afirma que “quanto maior é a paixão e a química, melhor será o beijo”. A cultura em que se é criado também tem papel importante sobre a reação ao ser beijado. O fato é que o beijo afeta desde o fluxo sanguíneo até o cérebro e, segundo a ciência, movimenta 29 músculos, provoca a pressão de até 12 quilos de um rosto contra o outro e eleva os batimentos cardíacos de 70 para 150 por minuto. “São cerca de 15 calorias perdidas por segundo”, diz a médica.

Graças a esse bombeamento sanguíneo, há um aumento significativo na oxigenação das células, que estimula as funções circulatórias e diminui problemas como insônia, dores de cabeça, libera sentimentos reprimidos, reduz o complexo de rejeição e alivia o estresse. “O beijo é como uma carícia, um sorriso. Primeiramente ele é espontâneo e só depois é modificado pelas nossas vontades, intenções e costumes. Por isso existem diversas formas de beijo”, explica Dra. Karla.

História – Ninguém sabe ao certo como surgiu o Dia Internacional do Beijo. Descobrir quem inventou a data seria igual a procurar uma agulha no palheiro. Alguns pesquisadores dizem que os antigos registros sobre o beijo são de 2500 a.C., por conta de algumas imagens do templo de Khajuraho, na Índia. Na antiguidade, na região da Suméria, antiga Mesopotâmia, era comum as pessoas enviarem beijos aos deuses. Gregos e romanos também mantinham a pratica de beijar guerreiros que voltavam de batalhas, como uma espécie de reconhecimento pela luta. Os imperadores romanos permitiam-se ser beijados na boca pelos nobres mais influentes. Já aos menos importantes, o cumprimento era feito nas mãos. Aos súditos só era permitido beijar os pés. Ainda há uma lenda que, na Itália, um homem chamado Enrique Porchelo era um verdadeiro “Don Juan” e beijava todas as mulheres da vila, inclusive as casadas. No dia 13 de abril de 1882, o padre local, incomodado com o comportamento do rapaz, teria oferecido um prêmio em moedas de ouro às mulheres que não tivessem ainda sido beijadas por ele. Nenhuma mulher teria aparecido para pegar o prêmio. A palavra beijo vem do latim, basium, e significa toque dos lábios. No dicionário, sua definição aparece como ato de pousar os lábios em alguém ou em alguma coisa.

No cinema – O primeiro beijo na boca visto no cinema foi no filme “O Beijo” (The Kiss), em 1895, entre os atores May Irvin e John C. Rice. Depois disso, o filme “Casablanca” (1942); o amor intenso de Burt Lancaster e Deborah Kerr em “A um passo da eternidade” (1953); e o beijo em meio a um jantar romântico na animação “A dama e o vagabundo” (1955), produzida pela Disney em 1955, tornaram o beijo cada vez mais popular e indispensável nas grandes produções. Além deles, muitos filmes ajudaram consagrar cenas de beijo inesquecíveis, como o beijo de cabeça para baixo entre o Homem-Aranha e a amada Mary Jane, no longa “Homem-Aranha” (2002). (A tarde)