Hospital Aliança pode responder criminalmente por ‘atrasar’ prisão de médica, diz MP-BA

Os promotores do Ministério Público do Estado (MP-BA) estudam entrar com um processo criminal contra o Hospital Aliança, caso a unidade não explique satisfatoriamente o motivo de ter internado e mantido na unidade a médica Kátia Vargas Leal Pereira, 45 anos, acusada de matar dois irmãos em um acidente no bairro de Ondina, em Salvador. Durante coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (16), os promotores Nivaldo Aquino e Davi Gallo afirmaram que já foi enviado um ofício ao centro de saúde, questionando o porquê de a acusada ter sido levada para a unidade onde está há mais de cinco dias. O laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) aponta que a médica não sofreu “qualquer tipo de lesão” no acidente e teve apenas um “abalo emocional comum” em tal situação. No entanto, o hospital alegou que a paciente ainda teria de permanecer mais 24h internada e só poderia receber alta nesta quinta-feira (17). O promotor Nivaldo Aquino garantiu que se ficar provada a irregularidade na conduta do Aliança vai “entrar com uma ação criminal”. “Teve claramente o motivo de protelar a prisão”, completou o promotor Davi Gallo sobre a posição da institução de saúde.
O MP-BA também pediu explicações para o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu), a fim de esclarecer o motivo de Kátia não ter ido para uma unidade pública, como estaria previsto na lei. O Samu alega que no caso de pacientes com plano de saúde há a possibilidade de encaminhamento para uma instituição particular. Os promotores pretendem investigar se houve algum tipo de equívoco do Samu que poderia gerar uma multa administrativa ou se existiu “algum tipo de favorecimento”. O advogado da família dos irmãos Emanuel e Emanuelle, Daniel Keller, afirmou que os parentes das vítimas esperam quatro medidas, sendo que duas já foram concluídas: prisão e denúncia da médica, além da condenação por crime doloso e pena máxima, que seria de 60 anos. A acusada deve ser levada ainda nesta quarta para um presídio feminino, onde ficará em uma cela separada, por ter ensino superior. (Bahia Notícia)

Festa de político termina em morte e Geddel critica governo

A festa de
aniversário do ex- prefeito de Coronel João Sá, Carlinhos Sobral (PMDB),
terminou em tragédia na noite do último domingo (13). De acordo com informações
da polícia, Jailson Chaves Moreira, foi assassinado com vários tiros, enquanto
participava da festa na Fazenda Cafula, no interior do município. De acordo com
o delegado da cidade, João Lira Nascimento, os bandidos aproveitaram o momento
em que faltou energia, se aproximaram do jovem e efetuaram vários disparos,
pelo menos 15 tiros atingiram Jailson. Ele chegou a ser socorrido para Aracaju,
mas não resistiu aos ferimentos. O presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira
Lima, também participou da festa e criticou a falta de segurança. “Quando
estava voltando para Aracaju me informaram o que aconteceu. É lamentável o
quanto estamos correndo risco em todo e qualquer lugar”. O peemedebista disse
para a reportagem do Bocão News que foi solicitado por parte do ex-prefeito
policiamento, mas foi negado. “Mesmo sendo uma festa particular, ele
(Carlinhos) pediu que a polícia pudesse ajudar, pois era estimado umas 5 mil
pessoa. A resposta que recebeu foi que a polícia militar não tinha efetivo
suficiente. Lamentável”. Outros políticos participaram do aniversário. Os
assassinos fugiram e agentes da delegacia local investigam o homicídio. O pai
de Jailson, o comerciante Antônio Cleílson Campelo Moreira, conhecido como
Moreira, também morreu assassinado. O crime aconteceu na Praça Antônio Carlos
Magalhães, em Coronel João Sá, dia 17 de abril de 2011. (Bocão News)