Professor critica venda ilegal de dentes em Feira de Santana

“O dente é um órgão e a sua utilização sem a devida autorização é crime””. O alerta é do professor e coordenador do Banco de Dentes Humanos (BDH) da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Júlio César Motta Pereira, ao afirmar que na cidade é comum o comércio de dentes para pesquisas, mas a pratica é ilegal.“ 
“Tenho vários alunos que costumam adquirir dentes em clínicas e até em cemitérios. É crime, pois o dente só pode ser utilizado para estudo, pesquisa ou qualquer outro meio, desde que haja a autorização por escrito do paciente ou dono. Mas ressalto que estes dentes são para estudo e não para implantes””, afirma.

Exigência – Motta Pereira afirma que este tipo de ilegalidade acontece porque alguns professores exigem que os seus alunos apresentem uma arcada dentária completa, ou seja, que eles providenciem os 32 dentes para que sejam estudados, sem se preocupar com o controle de origem deste tipo de material.“

“Então, os alunos, por pressão acabam por recorrer a colegas que têm ou trabalham em clínicas e que costumam jogar os dentes fora. Ou até aos cemitérios, onde os coveiros costumam retirar os dentes para vender aos estudantes. Mas esta é uma prática em nível nacional e não só aqui em Feira de Santana””, observa o professor.
Ele alerta que estes profissionais estão levando os alunos a cometer crime previsto na Lei 9.434, com pena de reclusão de 2 a 6 anos (ou 3 a 10 anos se em pessoa viva, caso obtenham ilegalmente órgãos humanos ou parte do corpo sem o devido consentimento legal por doação do seu próprio dono e/ou doação e confirmação por familiares habilitados). ““Muitos desconhecem a lei””. (A Tarde)

Dia da Masturbação: veja cinco dúvidas respondidas por uma sexóloga

Corre na internet o burburinho de que esta sexta-feira (05) é o Dia Internacional da Masturbação. No entanto, há poucas evidências de que a data foi instituída formalmente e talvez por isso, pouca gente saiba. Certo mesmo, é que segundo um blog da revista Samuel, de imprensa independente, o mês de maio seria o Mês Internacional da Masturbação. O mês ficou marcado quando, em 1994, a pediatra Jocelyn Elders perdeu o emprego após ter discursado em um evento da ONU sobre o autoprazer na sexualidade feminina. 
 
Mas… Maio ou julho, quem se importa? A masturbação é presente na vida de muitas pessoas diariamente e com o assunto em evidência nas redes sociais, o Bocão News abriu espaço para os leitores tirarem suas dúvidas mais cabeludas. A reportagem elegeu cinco delas e as enviou para a sexóloga especialista em casais e família, Mirna Rosier. Confira as perguntas e claro, as respostas. Depois, disso? Ah… Curta esse dia! 
Luis Eduardo – Faz mal se masturbar todos os dias?  De onde vem o sêmen dos homens? A mulher também ejacula? Existe mesmo o ponto G da mulher?

Resposta – A masturbação é um hábito saudável e faz parte do processo de descoberta sexual. Ela pode se tornar um problema quando interfere na rotina do indivíduo, no seu trabalho, na vida social, no seu relacionamento. Assim, o indivíduo apresenta uma dificuldade de controle, comportamento presente em viciados e compulsivos sexuais.


O sêmen fica armazenado nos testículos e é composto por três substâncias: os espermatozóides que são produzidos nos testículos, o líquido seminal, produzido na vesícula seminal e o líquido prostático, produzido na próstata. Estas substâncias se juntam na uretra e são liberadas na forma de jato no momento da ejaculação.
 
A ejaculação feminina pode acontecer, mas não é muito comum e mesmo aquelas mulheres que relatam tal experiência, não é muito frequente. Comum acontecer em mulheres que possuem a musculatura pélvica fortalecida.

Para mim, o ponto G na mulher se chama clitóris, diante da quantidade de terminações nervosas da região e extrema sensibilidade.
Anaclecio Oliveira – É verdade que nasce cabelo na mão de quem se masturba?
 
R – Este é um mito popular criado com o intuito de reprimir o hábito natural e saudável da masturbação. O que deve ser evitado é o excesso da masturbação para que isto não se torne um vício.

Edu Moreira – Uma “punheta” pode ser melhor do que uma “foda”?
 
R – A masturbação é uma atividade solitária “punheta”, enquanto que a relação sexual “foda” é uma atividade para ser realizada a dois. Uma não exclui a outra e ambas promovem experiências muito diferentes. É muito comum os indivíduos ao se casarem ou estabelecerem um relação mais estável excluírem a masturbação de suas vidas por motivos diversos. Tremendo engano! O conhecimento sexual adquirido através da masturbação é diferente da relação sexual, cabe a cada um fazer suas avaliações e não excluir nenhum desses hábitos de sua vida.

Robson – Gostaria de saber se masturbar todos os dias é uma doença? Tipo, eu preciso de um psicólogo?
R – Caso a masturbação interfira na sua rotina, trabalho, vida social, relacionamento, apresentando uma dificuldade de controle deste comportamento, procure ajuda de um psicólogo. Pode ser o início de uma compulsão. Caso você se masturbe algumas vezes ao longo do dia e isto não interfira nas suas responsabilidades diárias, não se preocupe, você apenas pensa um pouco mais em sexo, mas consegue dar seguimento as suas responsabilidades e compromissos.
Miretty Di Biachio – Já que amanhã (hoje) é o dia da masturbação… É normal a pessoa se masturbar sempre mesmo sendo casado? Tenho um amigo que se masturba todos os dias.

R – A masturbação é um hábito natural devendo ser praticado pelo indivíduo durante todo o seu período de atividade sexual. O fato de ser casado não deve excluir a masturbação. As experiências promovidas pela masturbação e pela relação sexual a dois são diferentes além do que, nem sempre temos uma parceria sexual disponível à prática do sexo em todos os momentos que sentimos desejo sexual.

Transplante de medula elimina HIV do sangue

Dois portadores de HIV que receberam transplantes de medula óssea para tratamento de câncer no sangue estão livres do vírus há várias semanas, desde que o tratamento com antirretrovirais foi interrompido. Segundo os médicos, ainda é cedo para dizer que eles estão “curados”, mas os resultados, apresentados ontem numa conferência científica na Malásia, são vistos com muito interesse por pesquisadores que buscam uma cura para a aids.
Os dois pacientes – cujas identidades são mantidas em sigilo – foram tratados num hospital de Boston, nos EUA. Eles tinham linfoma e receberam transplantes de medula óssea para curar o câncer, não a aids, mas o HIV desapareceu do sangue deles após a cirurgia.
Os transplantes foram realizados entre dois e cinco anos atrás, e os primeiros resultados do efeito sobre o HIV foram apresentados em julho do ano passado, mas naquele momento eles ainda estavam tomando antirretrovirais. A novidade agora é que os pacientes pararam de tomar as drogas – um deles há 15 semanas e o outro, há 7 – e, mesmo assim, não há níveis detectáveis do vírus no sangue deles.

Os dados foram apresentados na reunião da Sociedade Internacional de Aids, em Kuala Lumpur, capital da Malásia. “Não podemos ainda falar em cura. O tempo de acompanhamento é muito curto”, ressaltou a presidente da conferência, Françoise Barré-Sinoussi, que foi uma das cientistas responsáveis pela descoberta do HIV, nos anos 1980. Quando um paciente para de tomar os medicamentos, o vírus costuma reaparecer no sangue cerca de um mês depois, mas isso varia de pessoa para pessoa.
“A doença poderá voltar daqui uma semana, ou daqui seis meses. Só o tempo vai dizer”, ressaltou, também, um dos autores da pesquisa, o médico Timothy Henrich, da Faculdade de Medicina de Harvard e do Brigham and Women’s Hospital, em Boston. “Não há prazo para declarar uma cura. Esses pacientes terão de ser acompanhados por toda a vida”, disse ao Estado o infectologista Alexandre Barbosa, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu. “Por isso os resultados precisam ser vistos com cautela.”
Apesar de o vírus não ser mais detectado no sangue, é possível que ele permaneça “escondido” em algumas células do organismo e volte a se multiplicar, explica Barbosa. Implicações. Mesmo que os pacientes sejam eventualmente declarados “curados”, o procedimento não poderá ser usado em grande escala como uma terapia antiaids, alertam os especialistas. Isso porque o transplante de medula óssea é um procedimento de alto risco, com 10% de risco de morte do paciente.
Em portadores do HIV, que já têm o sistema imunológico debilitado pela doença, esse risco é ainda maior, segundo Barbosa. Ainda assim, para os pesquisadores, é um resultado importante, que pode apontar o caminho para estratégias mais eficientes de controle da doença – ou até mesmo o desenvolvimento de vacinas. (Estadão)

Testes caseiros para detectar HIV podem ajudar no controle de epidemia de Aids

Testes caseiros para detectar HIV podem ajudar no controle de epidemia de Aids

Revisão de estudos publicada nesta terça-feira (2) pela revista PloS Medicine avaliou a utilização de testes caseiros para detectar HIV e concluiu que eles são uma alternativa para auxiliar no controle da epidemia de Aids no mundo. O trabalho, feito na Universidade McGill, no Canadá, levou em conta 21 pesquisas anteriores, com 12 mil indivíduos em sete países. O autoteste, que é feito em casa e detecta a doença pela saliva, teve aceitabilidade entre 74% e 96%. Entre 61% e 91% dos voluntários declararam preferir o teste caseiro ao feito em unidades de saúde, por motivos de “privacidade, anonimato, economia de tempo e conveniência”. “Tanto é que 40% dos pacientes com HIV dos Estados Unidos aparecem nos hospitais com uma infecção avançada”, justifica uma das autoras do estudo, Nitika Pant Pai. No Brasil, esse teste não é aprovado. Informações do Estado de S. Paulo.