Por unanimidade, STF torna réus Bolsonaro e outros 7 por trama golpista

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Após ter se tornado um dos oito réus em um julgamento por tentativa de golpe de estado e outros crimes, o ex-presidente Jair Bolsonaro, se pronunciou sobre o acolhimento da ação penal pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (26). Por meio das redes sociais, Bolsonaro fez o seu primeiro pronunciamento ao final da sessão da Suprema Corte.

Embasado nos dados divulgados pelo Jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente afirmou: “Estão com pressa. Muita pressa. O processo contra mim avança a uma velocidade 14 vezes maior que o do Mensalão e pelo menos 10 vezes mais rápida que o de Lula na Lava Jato.”, escreveu.


Considerado a maior liderança da extrema-direita, Bolsonaro define ainda que a decisão está pautada nos interesses de outros candidatos à eleição de 2026. “Nem tentam mais esconder. A própria imprensa noticia, abertamente e sem rodeios, que a motivação não é jurídica, mas política: o tribunal tenta evitar que eu seja julgado em 2026, pois querem impedir que eu chegue livre às eleições porque sabem que, numa disputa justa, não há candidato capaz de me vencer”, destaca.

completa: “Se realmente acreditassem na democracia que dizem defender, me enfrentariam no voto, não no tapetão”.


Ao final do pronunciamento, o ex-presidente volta a comparar o Brasil e o procedimento jurídico do Supremo com o cenário da Venezuela e Nicarágua, países reconhecidamente ditatoriais. “A comunidade internacional acompanha de perto o que está acontecendo no Brasil. Juristas, diplomatas e lideranças políticas já reconhecem o padrão: é o mesmo roteiro que se viu na Nicarágua e na Venezuela. Perseguição seletiva, acusações vagas de ‘extremismo’ ou de ‘ameaça à democracia’ e a tentativa de eliminar a oposição por via judicial.”


Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados, que integram o primeiro núcleo de acusados da tentativa de golpe, são acusados dos seguintes crimes: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União; e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado. As penas para os crimes variam entre 20 a 26 anos de cadeia. (Bahia Notícias)

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